A Páscoa de Jesus, nosso compromisso com a vida
Liturgia
31.03.2025 - 14:40:00 | 3 minutos de leitura

Como sabemos, o Tempo da Quaresma tem por finalidade preparar-nos para a Páscoa. Percorremos um caminho de quarenta dias buscando a conversão, à luz da Palavra de Deus. As práticas penitenciais (esmola, jejum e oração), os atos de piedade e de caridade e a Confissão sacramental são meios valiosos que nos ajudam em nossa revisão de vida, levando-nos a abraçar a proposta que Cristo Ressuscitado nos faz, confiados de que Ele estará sempre conosco (cf. Mt 28,20).Se a celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-feira Santa, põe-nos em contato com as dores e sofrimentos de Cristo, na Solene Vigília Pascal do Sábado Santo mergulhamos no mistério insondável de Sua ressurreição e, assim, podemos participar de Sua vitória sobre a morte, acolhendo o dom da vida nova que nos é oferecido. Como nos diz São Paulo, “se morremos com Cristo, cremos que também com Ele viveremos!” (Rm 6,8). A luz do Ressuscitado deve, portanto, orientar nossa caminhada com seu clarão, dissipando toda escuridão que insiste em querer desviar-nos da meta de “viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo” (cf. Oração pós-comunhão no 5° Domingo do Tempo Comum).
"Cristo vive! Caminhemos com Ele.”
A Páscoa, mistério central de nossa fé, é passagem da morte para a vida. Portanto, ao celebrá-la, comprometemo-nos a ser promotores de vida num mundo marcado por muitos sinais de morte. No dizer do Papa Francisco, “que seja para cada um, sobretudo para os sofredores, uma passagem da tribulação à consolação... Apressemo-nos também a superar os conflitos e as divisões, e a abrir os nossos corações aos mais necessitados. Apressemo-nos a percorrer sendas de paz e fraternidade. O caminho é longo e devemos suplicar ao Ressuscitado: Ajudai-nos a correr ao vosso encontro!” (Rádio Vaticana, 9 de abril de 2023). Se por quarenta dias preparamo-nos para celebrar a Páscoa do Senhor, a vivência de sua espiritualidade se estende, na liturgia, por cinquenta dias até a Solenidade de Pentecostes e deve ser assumida concretamente ao longo de toda a nossa vida, até que, também nós façamos a nossa páscoa definitiva, conforme a promessa do Senhor: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (Jo 11,25-26). A todos, meus votos de Feliz e Santa Páscoa!
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