Carta aos Romanos: A salvação é para toda a humanidade
Texto da Equipe de Animação Bíblica – Comissão de Formação Teológico - Pastoral da Arquidiocese de Maringá.
Liturgia
26.08.2025 - 11:23:00 | 3 minutos de leitura

No Mês da Bíblia, a Igreja nos chama a estudar, refletir e rezar a Carta aos Romanos, como fonte de esperança que nos ilumina neste Ano Jubilar do nascimento do Senhor. Hoje veremos a segunda parte da carta: capítulos 9 a 11.No início do capítulo 9, o apóstolo Paulo faz um discernimento sobre a situação do povo israelita, que recebeu a promessa messiânica, mas não acolheu Jesus como o cumpridor desta promessa. Assim, o novo povo de Deus não são os descendentes de Abraão, segundo a carne, mas os que acolhem Jesus e seguem Seus ensinamentos (Rm 9,8). Desse modo, toda a humanidade é herdeira da promessa messiânica e Deus age com misericórdia para com todos. Essa verdade causava muita discórdia dentro das comunidades, visto que os judeus-cristãos se julgavam superiores e os verdadeiros merecedores da promessa, em relação aos cristãos provindos do mundo gentílico. Para expressar a ação de Deus, Paulo usa a metáfora da argila e do oleiro: “Deus faz misericórdia a quem Ele quer [...]. Mas quem é você, ó homem, para discutir com Deus? Por acaso a obra moldada pode dizer a quem a moldou: ‘Por que você me fez assim?’ Nós somos aqueles que Ele chamou, não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações” (Rm 9,18.20.24).O capítulo 10 continua o mesmo discurso sobre a salvação para toda a humanidade: “se você confessa com sua boca que Jesus é o Senhor e acredita em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo” (Rm 10,9). Para a comunidade judaica, principalmente para o grupo dos fariseus, que tinha Paulo como um dos membros, a salvação só era possível de ser alcançada mediante a prática da Lei de Moisés e das demais leis e preceitos sociorreligiosos. Desse modo, a salvação era exclusividade da linhagem judaica e, de modo particular, para os judeus piedosos que se dedicavam a cumprir rigorosamente os preceitos legais. Jesus apresenta a misericórdia de Deus e anuncia a salvação a todos os povos; por isso, o apóstolo Paulo afirma: “portanto, não há distinção entre judeu e grego, porque Jesus é Senhor de todos, e concede suas riquezas a todos os que o invocam. ‘Pois todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo’” (Rm 10,12-13). Com isso, Paulo justifica a missão de anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo a todas as nações, fruto da fé assumida: “Mas como poderão invocar Aquele em quem não acreditam? E como poderão acreditar Naquele de quem não ouviram falar? E como poderão ouvir falar, se não houver alguém que O anuncie? E como O anunciarão, se não forem enviados? Como está escrito: ‘Como são belos os pés dos que anunciam boas notícias!’” (Rm 10,14-15).A todos é dada a gratuidade da salvação, pela misericórdia de Deus. A comunidade de Roma reunia os que reconheceram e acolheram a Boa Nova de Deus, sejam os provenientes do mundo judaico e os provenientes dos demais povos e nações. Em Cristo não há distinção. Paulo argumenta nesse sentido, e conclui que: “Deus encerrou todos na desobediência, para a todos fazer misericórdia” (Rm 11,32).Esperamos que o estudo e reflexão da Carta aos Romanos neste ano nos ajude a viver plenamente o projeto de Deus, como novas criaturas, promovendo a vida e a esperança para todos os povos e para toda a criação.
Foto: Imagem de freepik.com
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