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Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Somos convidados a lançar um olhar sobre a importância desta festa para a nossa fé cristã. Primeiramente, é importante fazer uma análise histórica para podermos compreender o momento presente. Ela nasceu no século XIII, mais precisamente em 1264, quando foi instituída pelo Papa Urbano IV. É importante ressaltar que, antes de ser oficializada no calendário da Igreja Católica, ela já era celebrada popularmente, de modo devocional. A religiosa belga Juliana de Cornillon, em 1193, teve uma visão da Virgem Maria, pedindo que se realizasse uma grande festa do Corpo de Cristo na Eucaristia. Assim ocorreu no convento e, depois, entre as pessoas, como acontece com muitas festas populares de cunho devocional.

Liturgia

27.05.2025 - 14:39:00 | 3 minutos de leitura

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

No entanto, a oficialização só se deu anos mais tarde, quase um século depois.
Desse modo, a celebração de Corpus Christi nasce da devoção popular e, por se tratar de algo essencial à nossa doutrina e à nossa fé, foi adotada e oficializada pela Igreja. Com o passar dos anos, ela foi adquirindo outras características, de acordo com cada região onde é celebrada. No Brasil, ela se destaca pelos tapetes que são colocados nas ruas ou nas igrejas por onde irá passar a procissão com o Santíssimo no ostensório, cujo gesto possui um significado muito interessante. 

No Brasil, desde 1961, tornou-se a quinta-feira de Corpus Christi um feriado nacional, de modo que os católicos, como maioria, saem para celebrar com grande participação, com as procissões reverenciando o Corpo e Sangue de Cristo, presente na Eucaristia, para além da tradição e do histórico. Dessa celebração, o mais importante é o sentido teológico para nós que cremos na presença viva de Cristo na Eucaristia.
Partilha: A celebração do Santíssimo Corpo de Cristo, também conhecida como celebração de Corpus Christi, é uma celebração que nos remete à partilha, à solidariedade e ao compromisso com a vida. Para que também outros tenham, como fez Jesus, de quem fazemos memória na Eucaristia, não podemos fazer desta celebração apenas um ato devocional de piedade popular, como era séculos atrás, mas devemos resgatar aquilo que ela tem de essencial: a memória pascal, a doação da vida para que todos tenham vida, enfim, a partilha. Quando falamos de partilha, não nos referimos apenas à partilha de bens materiais ou de alimentos, mas de dons da própria vida. Uma partilha, para ser verdadeiramente transformadora, precisa ser integral, vir da profundidade da alma, como um gesto de conversão, e não apenas para descargo de consciência, como muitos fazem.

Assim sendo, a liturgia da Palavra desse dia traz o tema da partilha em todas as suas instâncias, dos elementos da vida, passando pelos dons dos talentos que cada um tem, ou seja, a doação total. No aspecto litúrgico, traz os seguintes textos bíblicos para meditação: na primeira leitura, o livro de Gn 14,18-20; na segunda leitura, 1Cor 11,23-26; e, no Evangelho, Lc 9,11b-17. O que realmente celebramos é o Santíssimo Corpo de Cristo, festa da Eucaristia, na qual proclamamos a presença real do Senhor vivo e ressuscitado, que se faz pão de trigo, que se faz sangue de vinho amigo. Assim, quero concluir dizendo que essa Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo que celebramos nos convida a fazer memória da Aliança que Cristo fez conosco e com Seu povo santo, ao nos entregar seu Corpo e seu Sangue sob os sinais do pão e do vinho na Eucaristia. Como nos diz o Documento de Puebla: “Eucaristia como ponto de chegada e ponto de partida. Chegada: enquanto trazemos nossas vidas para serem colocadas no altar. E partida: enquanto estamos alimentados para sair em missão.” 

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